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Mostrando postagens com o rótulo Cruzadas

A Grande Batalha de Didgori

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O Reino da Geórgia tinha sido um afluente do Império Great Seljuq desde a década de 1080. No entanto, na década de 1090, o enérgico rei da Geórgia, David IV, conseguiu explorar a agitação interna no estado de Seljuq e o sucesso da Primeira Cruzada da Europa Ocidental contra o controle muçulmano da Terra Santa, e estabeleceu uma monarquia relativamente forte, reorganizando seu exército e recrutando Kipchak , Alan e até "Frankish" mercenários para leva-los à reconquista de terras perdidas e à expulsão de invasores turcos. David renunciou ao tributo aos Seljuqs em 1096/7, pôs fim às migrações sazonais dos turcos na Geórgia e recuperou várias fortalezas-chave em uma série de campanhas de 1103 a 1118. Sua principal meta era a reconquista de Tbilisi, uma antiga cidade georgiana que havia estado sob o domínio muçulmano durante mais de quatro séculos, David lançou suas atividades militares fora da Geórgia, penetrando até a bacia do rio Araxes e a Litoral do cáspioe aterrorizando os ...

Khevsurs do norte da Geórgia descendentes de Cruzados?

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Em 1915, um ano após o início da Primeira Guerra Mundial, os habitantes de Tblisi (capital da Georgia) acordaram para assistir a marcha de uma tropa de guerreiros montados descendo por suas ruas de paralelepípedo. Armados com cotas de malha enferrujadas, espada e broquel, carregando fuzis que eram praticamente artefatos de museu. Eles chamavam a si mesmos de Khevsoor. Sua missão: Após saberem que seu Czar estava em guerra, decidiram deixar suas espadas à disposição do imperador. Eles acreditavam serem os descendentes diretos de um grupo de cruzados que acabou indo parar no leste do Cáucaso e se estabeleceram por lá. As razões para este êxodo não estão claras até hoje, porém, também não está comprovado, podendo ser apenas engano histórico. Quando Europa entrou no Séc. XX, ainda haviam pequenos vestígios de populações que ainda estavam virtualmente intocadas pelo avanço tecnológico/industrialização e da comunicação. Algumas destas subculturas isoladas ainda traziam traços ...

Os Cruzados e suas Armas

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Os combatentes cristãos que lutaram nas Cruzadas e, por isso, recebem o nome de cruzados, tinham um vasto número de armamentos e equipamentos militares. Alguns tinham vestuários marcantes, como os Templários que usavam um manto branco com uma cruz vermelha no peito ou os Cavaleiros Teutônicos, com seus elmos enfeitados de chifres ou asas. O cavaleiro cruzado poderia ter até três cavalos, um escudeiro e mais um quarto cavalo, dependendo da decisão do Grão-mestre. Para proteger o corpo, usava cotas de malha, com um manto que o cobria. A cabeça era protegida por um elmo de metal. Seu escudo era triangular, com os lados curvos, que poderia ser de madeira ou de metal revestido com couro. O armamento de um cavaleiro era basicamente a lança, ideal para atingir os inimigos em maior distância quando montado a cavalo; a espada, usada para confrontos corpo-a-corpo no chão; e a clava, muito boa para perfurar escudos. Além disso, carregava um punhal preso ao lado esquerdo da cintu...

Cristianismo e Islamismo

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Cristianismo – De forma sucinta, esta é a crença do Cristianismo. O Cristianismo é único entre todas as outras fés, porque o Cristianismo é mais um relacionamento do que uma prática religiosa. Ao invés de aderir a uma lista de “faça isso e não faça aquilo”, o objetivo do Cristianismo é cultivar um andar próximo ao Deus Pai. Este relacionamento se torna possível por causa da obra de Jesus Cristo e do ministério na vida do cristão pelo Espírito Santo. Os cristãos acreditam que a Bíblia é a Palavra inspirada e inerente de Deus, e que seus ensinamentos são a autoridade final (2 Timóteo 3:16, 2 Pedro 1:20-21). Os cristãos acreditam em um Deus que existe em três pessoas: o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo. Os cristãos acreditam que a humanidade foi criada especificamente para ter um relacionamento com Deus, mas que o pecado separa todos os homens de Deus (Romanos 5:12; Romanos 3:23). O Cristianismo ensina que Jesus Cristo andou pela terra, sendo completamente...

Sobre as Cruzadas

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No mundo mudanças ocorrem com tragédias ou fatos revolucionários que marcam a história mundial. Com o tempo, características influenciam o comportamento humano, características podem fazer uma sociedade mudar seus conceitos diante fatos antes interpretados pela fé ou política. Segundo Abraham Maslow, professor de Harvard, os seres humanos nascem com um senso inato de valores pessoais positivos e negativos. Justiça, honestidade, verdade, humor, vigor e poder fazem com que critiquemos o poder seguido de crueldade ou a injustiça, transvergir a verdade, bem entendidos formam a capacidade interior com a qual nascemos para chegar ao que pensamos ser bom/mau e certo/errado. A verdade para a formação religiosa é imprescindível. Mas diante formação de culturas diferentes a verdade é um impasse de guerra.  Algumas religiões afirmam serem universais, acreditando que suas leis e cosmologia são válidas ou obrigatórias para todas as pessoas, enquanto outras se destinam a serem praticad...

Primeira Cruzada: Conquista de Jerusalém

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Com Antioquia em mãos, os cruzados estavam perto do seu objetivo e em julho de 1099 chegaram à cidade de Jerusalém. Depois de três anos de expedição e 5000 quilômetros andados, os 13000 soldados que sobraram, finalmente, alcançaram a Terra Santa. Com muros de 15 metros de altura e três de espessura, invadir Jerusalém seria uma tarefa difícil. Precisaria de grandes escadas e torres de cerco, mas os muçulmanos haviam cortado todas as árvores dos arredores. Os cruzados, então, dividiram-se em grupos e saíram em busca de madeira. Em uma cova aberta, eles encontraram 400 pedaços de madeira cortada, o suficiente para construir duas torres de 12 metros. No dia 14 de julho, os cristãos começaram a invasão. Uma das torres construídas foi levada ao lado norte das muralhas e a outra para o lado sul. Durante a batalha, a torre sul foi queimada pelos sarracenos. Já na outra torre, o Duque Godofredo, que comandava os soldados ao norte, resolveu mudar de plano – O duque tinha descob...

Primeira Cruzada: Conquista de Antioquia

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Depois do ataque que sofreram em Dorileia, os cruzados estavam com medo de outra emboscada e resolveram ir por um caminho mais seguro, eles então cruzaram as montanhas Anti-Taurus em uma travessia de três semanas. Mas em pleno verão, o calor era insuportável, e os soldados tinham poucos suprimentos, o que fez homens e mulheres morrer em grande número. Godelda, esposa de Balduíno, também morreu no caminho, e, então, o conde resolveu tomar algum território para si, a fim de compensar a perda. Ele, então, se separou do exército principal e partiu em direção ao riquíssimo Condado de Edessa que ficava perto do rio Eufrates. Edessa ainda não tinha sido tomada pelos muçulmanos, mas sofria com ataques constantes. Quando a população descobriu que se aproximava um líder cruzado pediram que o governador Thoros fizesse uma aliança com Balduíno. O governador, como não tinha filhos, fez um acordo com o conde – se Balduíno defendesse Edessa, em troca, Thoros o adotaria como filho, ou seja, ...

Primeira Cruzada: Constantinopla, Niceia e a Batalha de Dorileia

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Depois de iniciarem as expedições para retomar Jerusalém, os exércitos cruzados viajaram por meses até chegarem a Constantinopla, ponto de encontro previamente combinado. Mas ao chegarem no local, encontraram todos os dez portões da cidade bizantina fechados. O Imperador Aleixo I ficou furioso ao se deparar com os 60 mil combatentes enviados de toda a Europa, afinal ele tinha solicitado um grupo de 300 cavaleiros treinados e armados para auxiliar onde fosse preciso. Aquele exército de milhares poderia facilmente invadir Constantinopla que nem suas muralhas de 16 quilômetros de extensão e 9 metros de altura poderiam os defender. Então, Aleixo teria que negociar. Para isso ele convidou os principais líderes da Cruzada, Duque Godofredo, Conde Balduíno e Boemundo de Taranto, para entrar no átrio interno do palácio imperial. Aleixo planejava enganá-los, pois não queria deixar que os cruzados se apossassem de suas terras que foram tomadas pelos turcos. Como o exérci...

Primeira Cruzada: A Cruzada dos Nobres

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Após a decisão da Igreja em iniciar uma expedição militar a Jerusalém para reconquistá-la e convencer o povo a participar do movimento, quase um ano após o sermão do Papa Urbano II, iniciou-se a expedição que levou milhares de soldados em direção a Terra Santa. Em 15 de agosto de 1096, Urbano II declarou a Primeira Cruzada (ou Cruzada dos Nobres) – que na época não era conhecida assim, mas sim de Guerra Santa. Exércitos da França, Alemanha e Itália, iniciaram uma marcha de 5000 quilômetros. Utilizando cruzes vermelhas em suas vestes, que sinalizavam a motivação religiosa do conflito, os cruzados foram comandados por líderes militares como: Raimundo IV de Toulouse, talvez o mais carismático líder no início da expedição, já tinha participado da Reconquista e era acompanhado pelos cavaleiros da Provença e pelo legado Ademar; Boemundo de Taranto, líder dos normandos do sul da península Itálica, velhos inimigos do Império Bizantino, acompanhado pelo seu sobrinho Tancredo ...

Primeira Cruzada: A Cruzada Popular

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Durante 1095 a 1096, a motivação do povo em participar da Guerra Santa era evidente. As pregações de Urbano II pela França foram intensas e seus bispos e legados fizeram o mesmo em suas dioceses da França, Germânia, e península Itálica. O papa ainda proibiu algumas pessoas de participarem, como monges, mulheres e doentes, mas de nada adiantou, a população já estava tomada por um sentimento de fé e convencida de que uma expedição se fazia necessária. Meses antes da Primeira Cruzada “Oficial” ser lançada, um grande número de plebeus (em sua maioria, pobres camponeses) e cavaleiros de baixa estirpe partiram para Jerusalém de forma independente, acabando por se juntarem em um contingente liderado pelo carismático monge Pedro, o Eremita – essa expedição, mais tarde ficaria conhecida como Cruzada Popular ou Cruzada dos Mendigos. Sem organização adequada e com armamentos precários, os cruzados marcharam para a Terra Santa com o objetivo de expulsar os muçulmanos do local sagra...

Primeira Cruzada: Motivação do Povo

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No século XI, o crescimento do Islã era notório à medida que avançava em direção ao ocidente. Suas ameaças de invasão ao império de Constantinopla, fizeram seu Imperador, Aleixo I, pedir ajuda à Igreja Católica. Como vimos nos textos anteriores, isso fez com que o papa apelasse à população. Em Clermont-Ferrand, França, no dia 27 de novembro de 1095, diante de um Concílio de 13 arcebispos e 225 bispos, o Papa Urbano II pregou um sermão, a céu aberto, convocando o povo para a primeira Cruzada. Os homens, as mulheres, as famílias e até vilarejos inteiros que ali estavam, ouviram-no apelar aos sentimentos de piedade, auto sacrifício e amor a Deus. “Empreendei o caminho do Santo Sepulcro, arrancai aquela terra àquele povo celerado e submetei-la a vós: ela foi dada por Deus em propriedade aos filhos de Israel; como diz a Escritura, nela correm rios de leite e mel.”   – Assim falou o Papa, sobre as riquezas da Terra Santa e como elas teriam sido tomadas do povo Cristão. “Em...

Primeira Cruzada: Motivação da Igreja

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Com medo da invasão Islâmica, em 1095, o Imperador Aleixo I enviou uma embaixada ao Concílio de Placência para pedir ajuda ao papa Urbano II. Foi solicitado apenas um pequeno exército de cavaleiros, só para ajudar na defesa de Constantinopla, mas o Papa viu uma oportunidade única, decidiu organizar uma expedição de combatentes em direção a Jerusalém, para assim retomar a Terra Santa. Era a chance de colocar Roma novamente no centro do cenário político mundial e reconquistar as terras sagradas. Com isso a Europa se mobilizou em um grande conjunto de ações Bélicas religiosas e políticas Incluindo a Cruzada popular, Cruzada dos nobres e a Cruzada de 1101. E tanto nobres, quanto o povo, seguiram em grandes peregrinações armadas uma busca pela libertação das terras santas. A ideia de uma guerra santa contra o Islã era aceitável pelos poderes nobres, religiosos e também do povo em geral na Europa Ocidental. Além do incentivo de conquistar territór...

Primeira Cruzada: O Começo de Tudo

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Hoje em dia, quando ligamos a TV, abrimos um jornal, ou acessamos qualquer outra fonte de informação, nos deparamos com inúmeras notícias de conflitos étnicos estimulados por divergências políticas, econômicas e/ou religiosas. Conflitos como esses não surgiram recentemente, sendo que muitos desses veem se estendendo por séculos de história. Na Idade Média não poderia ser diferente, período marcado pela violência na sociedade, conhecida como Era das Trevas. Um conflito que marcou tal época, foi a guerra entre o cristianismo ocidental (Igreja Católica) e o Islamismo asiático: As Cruzadas. Mas você sabe como foi essa guerra? Sabe por que e onde ocorreram? Quais os motivos e seu impacto nos dias de hoje? Isso tudo descobriremos a seguir em um conjunto de textos explicando sobre o ocorrido. No início do século VII, em meio a uma dominação política, econômica e religiosa da Igreja Católica e uma sociedade tomada pela violência, surge uma nova crença monoteísta na península ará...